Demanda por saúde mental cresce em Santa Catarina — e o acesso ainda não acompanha o ritmo

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Santa Catarina registra um crescimento expressivo na busca por serviços de saúde mental — reflexo de uma tendência nacional que se intensificou após a pandemia e que não mostra sinais de desaceleração. Ao mesmo tempo, a oferta pública de psicólogos e psiquiatras pelo SUS e pelos planos de saúde ainda não consegue acompanhar o aumento da demanda, gerando filas e lacunas de acesso em cidades de todos os portes.

O crescimento da demanda e suas causas

Especialistas em saúde pública apontam uma combinação de fatores para o crescimento: redução do estigma em torno do adoecimento mental — especialmente entre jovens e adultos até 40 anos —, maior consciência sobre sintomas de ansiedade e depressão, e o impacto acumulado do isolamento social, incerteza econômica e sobrecarga de trabalho nos últimos anos.

O resultado é que mais pessoas identificam a necessidade de atendimento e buscam ajuda — o que, em si, é positivo. O problema é quando o sistema não tem capacidade para absorver essa demanda em tempo adequado.

Ansiedade e depressão são os transtornos mais prevalentes na população adulta brasileira — e os mais subdiagnosticados em cidades do interior.

O gargalo no SUS e nos planos

Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são a porta de entrada do SUS para casos de saúde mental moderados a graves. Em cidades de médio porte como Lages, a capacidade dos CAPS costuma ser insuficiente para a demanda, e casos considerados de 'menor gravidade' — como ansiedade e burnout — frequentemente ficam fora da cobertura prioritária.

Nos planos de saúde, a cobertura de psicólogo melhorou com as resoluções da ANS dos últimos anos, mas a rede credenciada em muitas cidades ainda é pequena, com mensalidades que tornam o plano inacessível para parte da população.

O espaço que as redes particulares acessíveis ocupam

Entre o SUS (com capacidade limitada) e os planos convencionais (com custo elevado), uma fatia crescente da população busca atendimento psicológico na rede particular de forma avulsa — pagando por sessão, sem mensalidade. Esse modelo cresceu especialmente após a pandemia e tem sido facilitado por plataformas e redes de agendamento que negociam valores com psicólogos parceiros.

Em Lages, iniciativas como a Solumedi têm ocupado esse espaço para consultas de saúde mental — conectando pacientes a psicólogos e neuropsicólogos parceiros com valores acessíveis e sem burocracia de plano.

Pontos principais

  • Busca por saúde mental cresce em SC e no Brasil — redução do estigma é um dos fatores
  • CAPS têm capacidade limitada para atender demanda crescente por ansiedade e depressão
  • Planos melhoraram a cobertura, mas a rede credenciada ainda é restrita em cidades médias
  • Redes de agendamento com psicólogos parceiros crescem como alternativa de acesso

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